
"...A antiga visão esquecida, tiranos depostos, as tábuas da lei levadas ao vento. Revolução de anjos, revelação de flores do caminho em que piso. Esconde-se a noite no raiar da manhã. Os sinos repicam em colinas distantes do fundo da alma, nos pastos verdes, de límpidos rios, que correm em mim. E de repente desperto de um sono profundo, em que me vi nascer, em que temo morrer. E lavo meu rosto na água fria que escorre de Deus. Estremeço. Convulsiono. Esqueço o que sou, mergulho no Ser. De mim nada restou, nenhuma esperança, apenas o Sol batendo na brisa, na curva da estrada, aquece a trilha tranqüila em que vou..."
KEROUAC
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